quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Paróquia de São João de Deus


Álcool II

Bom Dia!
O meu médico aqui é o Dr.Joaquim Custódio.
Aqui também não se paga nada.
Click no título!

Sol


Opinião
Do Rendimento Mínimo Garantido ao Contrato de Inserção Social
As palavras exprimem conceitos. E os conceitos orientam  as práticas. Em 1992, a UE recomenda aos Estados-membros o reconhecimento de um «direito fundamental dos indivíduos a recursos e prestações suficientes para viver em conformidade com a dignidade humana»
Vários sectores da sociedade portuguesa reconheceram como possível, necessária e justa, a aplicação desta medida, introduzida por António Guterres em 1997 e designada por Rendimento Mínimo Garantido.Em 2003, com Bagão Félix, passou a Rendimento Social de Inserção (RSI). Pretendeu-se, e bem, reforçar a inclusão dos mais carenciados, promover a sua autonomia social e económica e maior rigor na atribuição.No último relatório de execução do RSI, havia 385 mil beneficiários, inseridos em 149 mil famílias. Destes, 78% acordaram na integração em Programa de Inserção, o que implica responsabilidades, como colocar os filhos na escola.Mas não basta. Um exemplo: sou psiquiatra e tenho experiência de acompanhamento de doentes alcoólicos. Muitos gastam o RSI em álcool. A continuidade do consumo, com a respectiva degradação física, social e familiar, deve pôr em causa o ‘direito’ ao RSI. A maior parte, só percebendo o que pode perder aceita tratar-se. A um direito tem de corresponder um dever.É por isso não ser claro, até para os próprios beneficiários, que parece haver mal-estar no país, em relação ao RSI, que urge evitar. A frieza dos números mostra-nos que 18% dos portugueses vive abaixo do limiar de pobreza. Muitos mais seriam, não fossem as prestações sociais.Uma sociedade solidária compreende e aceita a necessidade de medidas de apoio a quem precisa de um mínimo de dignidade. Esse mínimo é um direito. Mas devemos organizar melhor a sua execução, para que seja mais justo e temporário.O Movimento Esperança Portugal propõe a substituição do RSI pelo Contrato de Inserção Social. O beneficiário tem de ser responsável pela execução do contrato, sob pena de ele poder terminar.Trabalho com populações vulneráveis, pelo que sei a dificuldade. A maior pobreza, para além da escassez de meios, é a dificuldade para comunicar e conhecer, sair de si, agir. A nossa obrigação solidária é combater a passividade, promover a autonomia.Não é fácil mas é vital. Com melhor acompanhamento e mais técnicos no terreno. Em atendimento, no domicílio, com flexibilidade e criatividade. Com as IPSS, ONG, empresas, comunidade, redes de vizinhança. Com o contributo do próprio beneficiário. Só na proximidade é possível conhecer, avaliar, modificar.Apenas 3% dos beneficiários entraram em formação profissional! Mais habilitações e reconversão de conhecimentos são prioridades. Mas há outras necessidades: a formação parental, a formação em economia e vida doméstica, a formação cívica, o treino de competências pessoais e sociais. Se nada fizermos, a pobreza gera pobreza, a exclusão maior exclusão, maior risco.

Temos de ser capazes de romper estes ciclos.
A solidariedade pode e deve ser um investimento produtivo. 
Pode ser início de vida nova. 
Para todos nós. 

Tem de sê-lo!                                      



Margarida Neto
Vice-presidente do MEP (Movimento Esperança Portugal)



quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Conto de ficção da minha autoria I

Que Cevada Não é Trigo!

- Quem é que te vai sustentar quando eu e a tua mãe desaparecermos deste Mundo? pergunta o pai ao filho
- Os meus amigos, responde o filho
- Os teus amigos?? Ah! Ah!Ah!, são tanto ou mais pobres do que tu
- Os meus amigos mais velhos,diz o filho
- Porquê mais velhos?
- Porque têm dinheiro, senão não seriam meus amigos
- O quê?! Quererás tu dizer com isso que te prostituis?
- Não. Não estou para aí virado. Estou a querer dizer o que disse! Que se não fossem ricos não me poderiam sustentar e nem sequer se teriam dado ao trabalho de me quererem como amigo já que, para pobres bastariam eles e os amigos deles. Eu seria um fardo!
- Que raio de teoria a tua, filho. Explica-te!
- Não és o Principezinho. Pensa!
- Suponho que tenhas de lhes oferecer algo em troca...
- Tens razão...e não.
- O que é então? diz-me!
- É o prazer de me verem gastar o dinheiro deles com coisas que eles não têm coragem para fazer.
- Como por exemplo?
- Dar esmolas.
- Ah! Não me venhas com os teus bons sentimentos. Ou serás tu a consciência desses vermes. Vendeste-a é    isso?
- Pode ofender-me que eu não me zango. Para si tudo se resume a um "dá e tira" a um " toma lá dá cá". Para mim a vida não toma esse sentido de simetria. A amizade não é uma troca qual troco que se quer gorjeta na mão de um qualquer empregado de mesa. A amizade é sentimento. Paraleliza-se ao amor, ódio, paixão.
Ser amigo é interiorizar esse sentimento. É repetir o seu acto para com alguém. Não interessa quem. Eu, sujeito já fui objecto de amizade. Com quem? Não interessa. E agora os meus amigos são estes. Mais velhos e ricos. Divertimo-nos, porque nos gostamos. Complementamo-nos. E isso já ninguém nos tira.
- Os mais velhos e mais ricos. Os mais novos e menos ricos ou mais. Porquê essa definição?
- Se não os definisse assim teria que defini-los de uma forma que o pai não iria nunca entender. Digamos que estou a fazer um esforço para chegar a si.
- Obrigadinho meu pobre rico filhinho. O pior de tudo é que rejeitas, ou rejeitaste tudo o que te dei e te quero dar e vais por aí aceitar esmolas dessa gente que até nem deve ser mais rica do que eu.
- Infelizmente, continua sem perceber. Mas eu digo-lhe, ou por outra, sabe o que é que eu lhe digo?
- Que cevada não é trigo!

Textos da minha autoria I



Vida e Morte


Sempre que olho a vida a Vida olha para mim.
Sempre que olho a morte a Morte sempre sorri.
Sempre que canto o Fado,
O Fado canta-me a mim.
Ouço sempre o que não vejo
Esqueço o que se diz.
Penso no que não creio
Mas a crença está em mim.
Olho sempre para ao lado
Da Vida que olha para mim.











Vida e Morte

Sempre que olhas a vida a Vida olha para ti.

Sempre que olhas a morte a Morte sempre sorri.
Sempre que cantas o Fado,
O Fado canta-te a ti.
Ouves sempre o que não vês
Esqueces o que se diz.
Pensas no que não crês
Mas a crença está em ti.
Olhas sempre para ao lado
Da Vida que olha para ti.




A Montra

Artesanato Fino 
de 
Maria José Mirotes






Acerca de mim

A minha foto
Gosto de si porque gosto de mim. Sou Cavalo de Fogo. 6. Orixá Ogun