segunda-feira, 21 de maio de 2012
sábado, 5 de março de 2011
quarta-feira, 21 de julho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
Uma história de amor
Como descobre Saramago...
Por acaso, claro. Ela que se lembra de "estar a par de todas as novidades literárias" nunca tinha ouvido falar de José Saramago até uma certa tarde de 1986, em que foi com umas amigas a uma livraria: "Vi um livro chamado O Memorial do Convento, e achei curioso o título. Li uma página, li o arranque, comprei, fui para casa e devorei-o".
Regressou à livraria de Sevilha e comprou todos os Saramagos traduzidos: "Quando acabei de ler O Ano da Morte de Ricardo Reis foi uma comoção muito forte e decidi fazer o que não tinha feito nunca, senti a necessidade de seguir aquele itinerário lisboeta, senti que tinha a obrigação moral de dizer a José Saramago o que tinha experimentado com a obra. Um autor só acaba a sua obra quando o livro é lido e entendido. E eu queria dizer-lhe: completou-se o ciclo, li-o e entendi-o então, vim com o meu livro e com O Livro do Desassossego do Pessoa". Aterrou na portela com o número de telefone de Saramago no bolso.
...os dois se encontram...
estamos portanto em 1986, numa altura em que o romancista Saramago ainda está suficientemente disponível para ser ele a ir ter com a jornalista espanhola que lhe telefonou, entusiasmada. Aí vai ele a caminho do hotel Mundial, imprevidente, sem saber o que pode resultar de "tomar um café". Com Pilar: "Eu estava no quarto, desci, saí do elevador e vi um senhor alto... não sei porquê tinha imaginado um homem baixo...apertámos as mãos, apanhámos um taxi, fomos ao cemitério dos Prazeres, ao túmulo de Pessoa, lemos um fragmento de Pessoa, voltámos ao hotel num táxi e despedimo-nos à porta, com um aperto de mãos".
Não foi apenas isto, foi também o encontro entre dos marxistas convictos: "Falámos de política, do que se passava na Europa, e demo-nos conta de que estávamos no mesmo sítio, que os dois éramos marxistas, os dois éramos comunistas e aos dois nos interessava literatura". Pilar Del Rio lembra-se de ter regressado a casa "com uma estranha paz".
...se casam...
na manhã seguinte Saramago telefonou-lhe para o hotel, a pedir-lhe a morada. "Eu regressei a Sevilha, ele enviou-me alguns livros... clássicos portugueses, enviei-lhe algumas críticas... eu não sabia nada da sua vida, nem ele da minha, porque não tínhamos falado das nossas vidinhas... e então, um dia, ele escreveu-me uma carta a dizer que, se as circunstâncias da minha vida o permitissem, iria visitar-me. E as circunstâncias da minha vida permitiam-no."
Um ano depois estavam juntos, no ano seguinte casaram, em Lisboa. "Não tive dúvida nenhuma em vir viver para Lisboa. Não tive nenhum problema de adaptação, quando vim para cá, vim para minha casa."
In Público, O folhetim de Pilar del Rio, 17 de Outubro de 1998
Por acaso, claro. Ela que se lembra de "estar a par de todas as novidades literárias" nunca tinha ouvido falar de José Saramago até uma certa tarde de 1986, em que foi com umas amigas a uma livraria: "Vi um livro chamado O Memorial do Convento, e achei curioso o título. Li uma página, li o arranque, comprei, fui para casa e devorei-o".
Regressou à livraria de Sevilha e comprou todos os Saramagos traduzidos: "Quando acabei de ler O Ano da Morte de Ricardo Reis foi uma comoção muito forte e decidi fazer o que não tinha feito nunca, senti a necessidade de seguir aquele itinerário lisboeta, senti que tinha a obrigação moral de dizer a José Saramago o que tinha experimentado com a obra. Um autor só acaba a sua obra quando o livro é lido e entendido. E eu queria dizer-lhe: completou-se o ciclo, li-o e entendi-o então, vim com o meu livro e com O Livro do Desassossego do Pessoa". Aterrou na portela com o número de telefone de Saramago no bolso.
...os dois se encontram...
estamos portanto em 1986, numa altura em que o romancista Saramago ainda está suficientemente disponível para ser ele a ir ter com a jornalista espanhola que lhe telefonou, entusiasmada. Aí vai ele a caminho do hotel Mundial, imprevidente, sem saber o que pode resultar de "tomar um café". Com Pilar: "Eu estava no quarto, desci, saí do elevador e vi um senhor alto... não sei porquê tinha imaginado um homem baixo...apertámos as mãos, apanhámos um taxi, fomos ao cemitério dos Prazeres, ao túmulo de Pessoa, lemos um fragmento de Pessoa, voltámos ao hotel num táxi e despedimo-nos à porta, com um aperto de mãos".
Não foi apenas isto, foi também o encontro entre dos marxistas convictos: "Falámos de política, do que se passava na Europa, e demo-nos conta de que estávamos no mesmo sítio, que os dois éramos marxistas, os dois éramos comunistas e aos dois nos interessava literatura". Pilar Del Rio lembra-se de ter regressado a casa "com uma estranha paz".
...se casam...
na manhã seguinte Saramago telefonou-lhe para o hotel, a pedir-lhe a morada. "Eu regressei a Sevilha, ele enviou-me alguns livros... clássicos portugueses, enviei-lhe algumas críticas... eu não sabia nada da sua vida, nem ele da minha, porque não tínhamos falado das nossas vidinhas... e então, um dia, ele escreveu-me uma carta a dizer que, se as circunstâncias da minha vida o permitissem, iria visitar-me. E as circunstâncias da minha vida permitiam-no."
Um ano depois estavam juntos, no ano seguinte casaram, em Lisboa. "Não tive dúvida nenhuma em vir viver para Lisboa. Não tive nenhum problema de adaptação, quando vim para cá, vim para minha casa."
In Público, O folhetim de Pilar del Rio, 17 de Outubro de 1998
sexta-feira, 4 de junho de 2010
terça-feira, 20 de abril de 2010
16.40pm \ 1900s
O céu está limpo e o ar da tarde é frio e húmido.
Encontro-me numa zona bairrista de Lisboa,
Encontro-me numa zona bairrista de Lisboa,
Bairro Alto, Príncipe Real.
As ruas são estreitas em quadrícula e perpendiculares,
entre elas é claro,
mas não posso deixar de saber que a quadrícula existente entre elas não faça também parte de mim.
entre elas é claro,
mas não posso deixar de saber que a quadrícula existente entre elas não faça também parte de mim.
É porque, cada passo que eu dou ali,
fomos nós,
Miguel.
fomos nós,
Miguel.
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Para o meu querido amigo Migui Neves
domingo, 31 de janeiro de 2010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Textos da minha autoria III
A minha ideia é chegar a tempo do aniversário. Se o avião não cair, se a camioneta não se atrasar, a hora da chegada será a prevista. A não ser que me ofereçam uma cerveja inglesa num pub inglês que me cative por tempo indeterminado impedindo-me assim de chegar ao meu destino. Infelizmente tal não aconteceu. E aqui estou eu. Sentada num pub inglês a dois passos do local de destino.
Triste e saudosa como as pedras da calçada da minha querida Lisboa.
Que mania esta de arriscar viajar só.
Triste e saudosa como as pedras da calçada da minha querida Lisboa.
Que mania esta de arriscar viajar só.
Textos da minha autoria II
O Tempo que diz não à Vida que se cansa de não ter tempo, é o Tempo que abençoa a dinâmica preguiça que nunca se cansa de mim.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Eugénia Bettencourt diz poemas de Victor Oliveira Mateus
A Eugénia Bettencourt para além de ser uma grande actriz de teatro e de cinema, também diz poesia!
Eugénia Bettencourt e "As horas de Maria" de António de Macedo
Parece impossível que o meio artístico português seja de tal modo tacanho, que nunca se ouve falar nem do grande realizador António de Macedo nem da grande actriz Eugénia Bettencourt.
É uma tristeza.
Será que é por serem assim tão bons que os põe na prateleira?
Hummm..... cheira-me a invedere.
É uma tristeza.
Será que é por serem assim tão bons que os põe na prateleira?
Hummm..... cheira-me a invedere.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
sábado, 9 de janeiro de 2010
I say a little prayer for you
Muitos parabéns!.
Que 2010 te traga muita saúde, muita amizade e amor e muito bom dinheirinho!
Felicidades.
Da mana muito amiga
Lena
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- Lena Mirotes
- Gosto de si porque gosto de mim. Sou Cavalo de Fogo. 6. Orixá Ogun




